quinta-feira, 15 de junho de 2017

Mulheres Contra o Feminismo e o Feminismo contra elas - parte 6 (ou: Antifeminismo ou morte 4): Thaís Azevedo na Universidade Federal de Goiás, como eu previ desde 2012

Palestra "antifeminista" causa confusão em universidade federal: "Fui expulsa"

Demétrio Vecchioli

Colaboração para o UOL

07/06/2017 13h35

Reprodução/Facebook

Thais Azevedo foi expulsa de uma palestra que dava na UFG

Thais Azevedo foi expulsa de uma palestra que dava na UFG

O que era para ser uma palestra de uma militante "antifeminista" acabou se tornando uma confusão no salão nobre da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás, segunda-feira à noite, no centro de Goiânia (GO). De um lado, Thais Godoy Azevedo, professora particular de inglês em São Paulo, reclama ter sido impedida de palestrar e de ter sido agredida verbalmente. De outro, estudantes que criticam o suposto discurso de ódio da militante - que estava em Goiânia para se defender de um processo aberto contra ela por ofensas na internet.

Thais chegou a fazer um vídeo ao vivo no Facebook falando do evento, que acabou abruptamente: "Fui expulsa pelos ditos tolerantes", afirmou ela.

Ao UOL, ela deu sua versão do ocorrido. "Eu estava numa ansiedade e num nervosismo absurdos já fazia uns dias. Imagina você falando para pessoas que te odeiam", conta Thais, que, ao chegar para a palestra, encontrou o salão trancado propositalmente, diz ela, e na porta um cartaz crítico à sua palestra.

O salão havia sido reservado com bastante antecedência por um aluno, para o advogado Giuliano Miotto, membro de uma comissão da OAB de Goiânia, que por sua vez convidou Thais, uma das administradoras da página "Moça, não sou obrigada a ser feminista". O título da palestra: "Desmascarando o feminismo".

A divulgação causou polêmica na universidade e professores e coletivos solicitaram à faculdade que a palestra fosse cancelada. A proposta foi rejeitada pela diretoria. "A universidade é pública, o espaço é público, temos que garantir a liberdade de expressão. A gente pode concordar, discordar e até divergir. Mas temos que ouvir", opina Pedro Sérgio dos Santos, diretor da faculdade.

Sem terem o pedido atendido, os coletivos decidiram fazer um evento paralelo, em outra área da faculdade. "A palestra dela começou e algumas pessoas que foram lá para ouvi-la tentaram argumentar e pontuar algumas questões que ela estavam falando. Ela exteriorizou a rigidez e mandou um menino calar a boca e pediu para ele se retirar. As pessoas que estavam lá para ouvi-la não concordaram. Ela não soube conduzir a ocasião para tentar acalmar os ânimos e as pessoas que estavam lá embaixo por motivo da confusão subiram no salão nobre. E foi a partir dali que saiu do controle", opina Danielle Ribeiro, do Coletivo Pagu, grupo de extensão do Núcleo de Direitos Humanos da UFG.

Também incomodou aos coletivos o fato de Thais ter virado um painel com fotos de militantes históricas, como a própria Pagu. "Quem ia falar era eu, e eu ia fazer live no Facebook, e não queria que as pessoas tivessem que olhar para aquelas imagens", argumenta a palestrante, defendida pelo diretor da faculdade. "O espaço havia sido reservado para ela. É ela quem determina a decoração."

Com o pessoal que estava no evento paralelo subindo ao salão nobre, começou a confusão. As luzes foram desligadas, supostamente pelas militantes, o que, para o diretor, geraria insegurança para o evento. "Com as luzes apagadas, não haveria como registrar algum ato de violência", comenta, afirmando que, a partir dali, não havia como continuar com a palestra.

Acompanhada por seguranças, Thais deixou a faculdade, enquanto trocava ofensas com militantes. Nos videos postados por ela, não é possível identificar tentativa de agressão física.

Segundo o diretor, partiu da reitoria a decisão de enviar mais seguranças do que o usual para o evento, uma vez que já havia o risco de confrontamento. Para Danielle, esse confrontamento era um desejo da palestrante, que afirmou ao UOL que, após a repercussão do caso, recebeu mais de 20 convites para palestras.

Danielle Ribeiro, do Coletivo Pagu, argumenta: "Alguém que almeja um debate não fica provocando, ridicularizando quem tem pensamentos contrários. Ela provoca ódio, incita a violência. Ela não teve a intenção nenhuma de construir um debate. As pessoas que estavam com ela filmaram o tempo inteiro, mas ela só publicou o que era interesse dela, cortando quando lhe convinha. Antes de acontecer qualquer coisa ela já pediu segurança". A palestrante, por sua vez, alega que seu sinal de internet estava ruim e por isso a transmissão teve cortes.

Para a faculdade, Thais tinha o direito de palestrar sem oposição, como aconteceu com militantes com a mesma ideologia dos coletivos. "A posição institucional é que todas as pessoas têm o direito de manifestarem suas opiniões. Essas pessoas que fizeram isso (protestar) não falam em nome da instituição. Se ela fez um discurso de ódio, então quem se incomodou deverá buscar o caminho legal. Para dizer que há discurso de ódio você tem que ouvir o discurso da pessoa. Ela pode ter tido discurso de ódio na internet, mas não posso trabalhar com a presunção de crime. Aqui ela não havia falado".

Apesar de ofender as militantes femininas em diversos momentos do vídeo e de chamar um garoto de "capado", Thais acredita que não foi intolerante, como acusa seus críticos de serem. "Eu só uso as frases das feministas", diz.

"Palestra 'antifeminista' causa confusão em universidade federal: 'Fui expulsa'", UOL, 07 de junho de 2017, https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/06/07/palestra-antifeminista-causa-confusao-em-universidade-federal-fui-expulsa.htm.

MPF/GO apura expulsão de palestrante "antifeminista" da UFG

No dia 5 de junho, Thais Godoy Azevedo teria sido expulsa da universidade por estudantes contrários ao seu posicionamento em relação ao movimento feminista

14 de Junho de 2017 às 10h5

O Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) instaurou, na segunda-feira (12), procedimento preparatório com o objetivo de apurar ações ou omissões ilícitas da União e da Universidade Federal de Goiás (UFG) em relação à garantia da liberdade de ir e vir das pessoas que desenvolvem atividades naquela instituição de ensino.

No dia 5 de junho, Thais Godoy Azevedo, conhecida nas redes sociais por seu posicionamento "antifeminista", teria sido expulsa da UFG por estudantes contrários ao seu discurso, impedindo-a de realizar a palestra "Desmascarando o feminismo" na Faculdade de Direito da Universidade. De acordo com a imprensa, Thais teria sido escoltada por seguranças após princípio de tumulto, logo no início da palestra.

O procurador da República Ailton Benedito, responsável pelo procedimento, requisita à UFG o envio, em até dez dias, de informações acerca das providências tomadas quanto ao episódio e as medidas que serão adotadas nos próximos eventos promovidos dentro das dependências da Universidade, com a intenção de resguardar a segurança dos usuários, a cidadania, o pluralismo político e o princípio republicano.

Clique aqui e leia a íntegra da portaria que instaura o procedimento preparatório.

Assessoria de Comunicação

Ministério Público Federal em Goiás

Fones: (62) 3243-5454/3243-5266

E-mail: prgo-ascom@mpf.mp.br

Site: www.mpf.mp.br/go

Twitter: http://twitter.com/mpf_go

Facebook: /MPFederal

"MPF/GO apura expulsão de palestrante 'antifeminista' da UFG", Ministério Público Federal, 14 de junho de 2017, http://www.mpf.mp.br/go/sala-de-imprensa/noticias-go/mpf-go-apura-expulsao-de-palestrante-201cantifeminista201d-da-ufg.

Meus comentários

1) Thais Azevedo é fraquíssima, eu digo isso desde a época da primeira vez que a vi. Página dela no Facebook (https://www.facebook.com/pg/pagthais/about):

Sobre

Mulher, cristã, libertária, anti-feminista, trilíngue, preguiçosa, um amor de pessoa, armamentista, sarcástica e ciente de seu papel no mundo. Sou aquela que todos querem odiar, mas não conseguem pq sou adoravelmente chata! ;)

Informações pessoais

Mulher, filha, cristã, amiga, heterossexual, libertária, anti-feminista, feminina, trilíngue, preguiçosa, um amor de pessoa mesmo, romântica, armamentista, sarcástica, colérica, professora, tradutora, intérprete e aprendiz do anarcocapitalismo.

Luto constantemente contra o pós-modernismo e meu objetivo é desmascarar cada um de seus braços. Não sou uma poltrona para te deixar confortável, falo de coisas que não são nem agradáveis para mim, mas que são de extrema importância para todos.

Sou aquela que muitos fingem odiar, mas que não conseguem me largar! Sim, minha língua está cada dia mais afiada! ;)

Só uso a esquerda pra escrever! ;) :*

2) Eu já tinha um trabalho antifeminista na internet e só o meu primeiro perfil no Facebook é de um ano antes de sabermos da existência dela (2013).

3) Eu disse ainda em 07 de janeiro: "Senhoras ditas antifeministas conservadoras (na verdade, feministas de direita) como Suzanne Venker, Ann Coulter, Thais Azevedo, Bruna Luíza ou Ana Caroline Campagnolo só são levadas a sério porque netos cabaços de coronéis falidos e senhores genros de assassinos de aluguel têm fantasias sexuais mal resolvidas."

4) Eu disse ainda em 14 de março:

Personalidades femininas conservadoras como Tomi Lahren, Ann Coulter e, no Brasil, Rachel Sheherazade, Joice Hasselmann, Carla Zambelli, Ana Caroline Campagnolo, Thaís Azevedo, Bruna Luíza e Luana Basto ganham atenção mais pela beleza (na visão dos rapazes) do que pelas ideias. Não porque elas sejam pouco inteligentes, mas porque o Conservadorismo é pouco convidativo intelectualmente, principalmente na moral sexual. Um sinal disso é que, no Brasil, temos a vlogueira conservadora Paula Marisa, que não é menos inteligente e é até mais humorista que a maioria das vlogueiras conservadoras mais jovens, mas não tem tanta popularidade porque não é muito formosa, e é provável que quase toda a audiência masculina dela já é mais evoluída no ódio ao próprio corpo.

(...) Parece legal para muitos homens conservadores maldizer o Socialismo, associá-lo a uma degeneração moral (numa fusão e confusão de princípios morais com sexualidade mal resolvida), e tudo isso vendo uma mulher exuberante no Youtube dizendo a eles o que eles gostam de ouvir ou gostariam de acreditar. É como aceitar um jogo masoquista com uma sedutora sádica (mesmo que não seja o caso de uma sedução aqui). A sorte dos direitistas e dos conservadores é que quem apresenta o pensamento do movimento feminista sobre sexo vai desde vadias que querem andar seminuas sem ser vistas sexualmente até ativistas contra o sexo hétero que são visões do Inferno, como Andrea Dworkin. Se a dita Revolução Sexual e as atrizes pornôs feministas pró-pornografia tivessem um espaço significativo na publicidade do Feminismo da década de 2010, as "babes" conservadoras não dariam nem pro começo.

("Uma nota sobre as belas mulheres comentaristas conservadoras", no A Vez das Mulheres de Verdade e no A Vez dos Homens que Prestam)

5) Foi exatamente porque ela é mulher e não é uma Erin Pizzey ou uma Mercedes Carrera que ela conseguiu dar uma palestra em uma universidade. Se a palestra fosse da Rachel Sheherazade, talvez nem teria sido marcada.

6) Eu escrevi o meu texto de ontem já como preparação para este. O texto é "O antifeminismo será comandado pelas mulheres? - parte 3 (ou: Antifeminismo ou morte 3): uma previsão minha de 2012" e está no A Vez das Mulheres de Verdade e no A Vez dos Homens que Prestam. Depois, veio a notícia da ação do Ministério Público, uma hora depois. Mais uma confirmação.

7) Não só o UOL, a Globo também fez matéria sobre o caso ("Alunos da UFG se revoltam durante palestra com professora que critica o feminismo", G1, 07/06/2017, http://g1.globo.com/goias/noticia/alunos-da-ufg-se-revoltam-durante-palestra-com-professora-que-critica-o-feminismo-video.ghtml). Isso nos grandes portais. Porque a coisa foi vergonhosa. Não só a atitude em si, não só o que foi feito antes da palestra, a forma como isso acabou envergonhou a instituição. Talvez você não tenha entendido o que eu disse: foi a imagem pública de uma universidade que ficou mal e, em menor escala, a imagem pública de uma militância. Aqui, tivemos um caso em que feministas, incluindo homens, impediram uma mulher de falar contra o Feminismo. Se a mesma palestra fosse de um homem, poderia acabar até pior e isso não passaria na televisão. O vídeo que você vai ver na página é do Jornal Anhanguera (JA) primeira edição, da TV Anhanguera, afiliada da Rede Globo em Goiás. O jornal passa de 12:00 a 12:45, aproximadamente. Mesmo que a Rede Globo seja lesbofeminista, a direção do jornalismo sabia que não tinha escolha, é um jornal que dificilmente algum feminista universitário viu, mas trabalhador de verdade viu no intervalo do almoço.

8) Por isso, o Ministério Público também interveio em uma universidade pública: pelo vexame público. Vai ser mais seguro a direita se manifestar nas universidades nos próximos meses? Vai. Podemos ter entrado na fase em que a militância esquerdista tosca e violenta, como diriam eles, já cumpriu o seu papel histórico. Aí, os debates passam de entre esquerda radical e esquerda enrustida para entre esquerda moderada e conservadorismo caipira. E no caso do Feminismo, os debates passam para entre feminismo de esquerda moderado e feminismo conservador, o feminismo radical tosco excluído, o Ativismo de Direitos Humanos dos Homens e Meninos usado como acessório dos dois lados, a prostituição e a pornografia atacadas ou ignoradas pelos dois lados e liberdade sexual como lesbianismo e aborto do lado esquerdo versus sexo depois do casamento hétero tradicional do lado direito.

9) Mesmo assim, o portal R7, por exemplo, não publicou nada sobre o caso.

Abigail Pereira Aranha

Apêndice

"O antifeminismo será comandado pelas mulheres? - parte 3 (ou: Antifeminismo ou morte 3): uma previsão minha de 2012", 14 de junho de 2017. Disponível no A Vez das Mulheres de Verdade em http://avezdasmulheres.blogspot.com/2017/06/o-antifeminismo-sera-comandado-pelas.html e no A Vez dos Homens que Prestam em http://avezdoshomens.blogspot.com/2017/06/o-antifeminismo-sera-comandado-pelas.html.

O antifeminismo será comandado pelas mulheres? - parte 3 (ou: Antifeminismo ou morte 3): uma previsão minha de 2012

Eu escrevi em dezembro de 2012 "O antifeminismo será comandado pelas mulheres?", parte 1 e parte 2, e já escrevi no meu perfil do Facebook na época que o Feminismo não tinha com o que se preocupar no Conservadorismo. Os limites do Feminismo, eu vou escrever de memória, seriam quatro:

1) Uma resistência de homens com autoestima. Um grupo pequeno, mas visível.

2) O universo masculino que perdeu espaço na sociedade ou se colocou como vassalo do universo feminino vai obrigar as mulheres a assumirem uma posição de primazia de verdade. O homem que é chefe de família ou chefe de departamento sabe que isso é pesado.

3) A conquista pelas mulheres de cada vez mais posições de destaque vai dar a essas mulheres a oportunidade de encararem umas às outras. Vacas neuróticas e vadias manipuladoras vão descobrir como uma colega ou uma superior como elas mesmas é diferente de um homem emasculado ou um cafajeste para quem podem se oferecer sexualmente.

4) A militância feminista feminina vai incomodar ou atacar cada vez mais as mulheres que trabalham de verdade e até algumas das próprias militantes. A mulher do povo de verdade que simpatiza com o Feminismo ou a militante feminista vai perceber que viu poucos homens tão desagradáveis ou agressivos contra uma mulher quanto uma mulher feminista.

Só o caso 1 é uma reação contra o Feminismo, e eu lembro que o feminismo é a glorificação da pobreza de espírito do universo feminino. Os outros casos são o universo feminino sendo vítima, na melhor das hipóteses, da política de boa vizinhança de mulheres agradáveis com mulheres medíocres. Um homem solteiro no Brasil ou nos Estados Unidos costuma ter melhor saúde, mais dinheiro livre, mais escolaridade, mais possibilidade de emprego, mais tempo livre e mais sexo que um homem casado. Se a diferença entre homem e mulher só serve para, por exemplo, tirar vagas de trabalho do homem ou para que ele seja tratado como um leproso, um homem que tenha um relacionamento mais distante, apesar de não hostil, com as mulheres não vai só aproveitar deste relacionamento o que essas mulheres podem dar, ele pode se salvar de que elas o prejudiquem. Isso é o mais próximo do antifeminismo real. Quando mulheres criticam o Feminismo pelo mal que faz a elas mesmas, isso não é antifeminismo, nem mesmo crítica ao Feminismo. Isso é Feminismo Radical, mesmo que essa crítica produza um tratamento mais gentil das mulheres aos homens, porque a coisa toda é como garantir que os homens continuem sustentando um estilo de vida de sonhos para as mulheres. Por isso, jornais e revistas que mal publicariam uma reportagem sobre questões masculinas podem publicar uma reportagem sobre problemas de mulheres com outras mulheres no ambiente de trabalho.

Mas se nós já temos mulheres que preferem homens para chefes no trabalho ou cargos políticos, essas mesmas mulheres ainda não chegaram ao mesmo nível no relacionamento entre homens e mulheres como indivíduos humanos com, digamos, certas diferenças. Uma mulher que acredita que um chefe homem é mais amigável pode entender o mesmo tratamento amigável de um colega homem como assédio sexual. Mais: qual homem fala de sexo com uma chefe mulher? E se você é homem e é, por exemplo, um assistente administrativo de uma loja e a gerente é uma mulher boa pra c@$@£%o e fala safadezas com você, você se descontrai ou fica com mais medo ainda de dizer ou fazer besteira? E se você é a mulher, você acha que o rapaz vai se empolgar? Isso tem a ver com a nossa queda de taxa de natalidade. Você, mulher bem-sucedida profissionalmente, quer ter filhos, não acha um homem como você gostaria que não seja casado ou desinteressado do casamento. Você se aproxima de um homem solteiro que ganha menos e tem menos formação acadêmica que você, ele tem um filho com uma ex-namorada e não quer ter outro relacionamento. Você vai para um bar e volta sozinha porque nenhum homem se aproximou de você, porque você é refinada demais, porque ele tem medo de ser rejeitado ou porque ele tem medo de dar tudo certo e você denunciá-lo por estupro na semana seguinte. Tá bom, você pode não ter chegado a esse ponto, mas não estamos longe disso, e quando você vir uma mulher jovem passar por isso, você vai ver que se nenhum rapaz quer nos comer, nós não somos mulheres na prática. Ah, e eu já passei por homens me recusando quando eu estava me oferecendo, porque eles ficaram com medo.

Se uma mulher trata a heterossexualidade masculina como ofensiva, ela se nega como mulher. Se o pensamento feminista trouxe alguma liberalidade sexual, foi porque, para o movimento feminista, essa é mais uma liberdade da mulher de fazer o que ela quer. Mas o mesmo movimento feminista, quando não usa o sexo apenas para chocar a sociedade ou atacar os homens, está atacando a heterossexualidade masculina. Por exemplo, há feministas que defendem a criminalização da pornografia, a criminalização da prostituição e até a criminalização do sexo (heterossexual). Com isso, toda a diferença entre homem e mulher foi transformada em uma parafernália sem sentido. Ainda podemos ter mulheres que creem que a dignidade da mulher é a castidade, e praticam a castidade, convivendo bem com mulheres que creem que a dignidade da mulher é o lesbianismo, e praticam o lesbianismo. Mas quando elas se atacarem, será mais uma rixa interna do Feminismo Radical, onde os homens são esquecidos ou atacados. E dessa vez, a mulher não pode se colocar como antifeminista sem acreditar na liberdade sexual como liberdade também para o homem e nela mesma como indivíduo humano que inclui a heterossexualidade.

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